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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Calendário do Advento 2018

Eu não estava pensando em preparar o Calendário do Advento este ano, mas acabei mudando de idéia em cima da hora e estou aqui ainda correndo separando atividades para eles.

Este ano não preparei uma apostila como fiz no ano passado, apenas estou selecionando algumas coisas que colocarei no Drive para quem tiver interesse de ainda fazer.

Para o próprio calendário, que aqui eu uso ca contagem regressiva, peguei um "Countdown To Christmas" gratuito dos inúmeros que encontrei. Escolhi este, em particular, por possuir apenas os "personagens" do presépio, já que tentei ao máximo deixar o Papai Noel em um plano beeem secundário.

Atrás que cada cartão eu colei um Post It com a leitura e a atividade, pendurando-os em um pequeno varal que montei para este fim. Coloquei uma iluminação, a cestinha com os livros e um presépio e ficou assim, como vemos na foto.




Este ano eu dei preferência às leituras, orações e ao nosso convívio como família. Coloquei poucas atividades e dei preferência àquelas relacionadas àquilo que separamos para ler ou fazer no dia.

Para este ano, separei leituras mais longas para Sophia e Gabriel como a própria história de São Nicolau que lemos logo no primeiro dia e que foi retirada do livro Legenda Áurea. Além desta história, separei para os maiores ainda:

 - A Vida de Nosso Senhor, de Charles Dickens;
 - Contemplar o Natal, de Francisco Faus;
 - A Menina dos Fósforos, do Livro da Virtudes I;
 - O Soldadinho de Chumbo, do Livro das Virtudes I;
 - São Nicolau e as Barras de Ouro, do Livro das Virtudes I;
 - A Lenda do Menino Jesus, do Livro das Virtudes II
 - Cartas do Papai Noel, de Tolkien;

Para Beatriz, separei muitos livrinhos que li com os maiores no Advento do ano passado e acrescentei mais um ou outro que comprei para ser novidade já que os maiores também gostam de ouvir a leitura dos livros que separei para ela mesmo já tendo ouvido um milhão de vezes.
Vou deixar listado aqui os que separei para este ano:

 - Naquela Noite de Natal, de Tim Dowley;
 - A Estrela de Natal, de Marcus Pfister;
 - O Expresso Polar, de Chris Van Allsburg;
 - A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen;
 - O Maior dos Presentes - A História do Outro Rei MAgo, de Susan Summers;
 - O Pinheirinho de Natal, de Hans Christian Andersen;
 - O Nascimento de Jesus ( Temos três livros com este mesmo título, das editoras DCL, Bicho Esperto e Ciranda Cultural);
 - A Véspera de Natal, de Clement Clarke Moore;
 - Uma Noite Sem Igual, da Ana Maria Machado;
 - O Natal do Carteiro, de Janet & Allan Ahlberg.

Para atividades, separei uma imagem da Coroa do Advento para irmos pintando as velas a cada Domingo, uma visita ao Presépio dos Arautos do Evangelho em Recife, confeccionar e colocar nos correios os cartões de natal, preparar a carta do Papai Noel, alguns filmes para assistir ( O Natal de Ângela, Milagres no Paraíso, A Estrela de Belém), ver vídeos de corais de natal, preparar enfeites para a árvore, nossa Novena de Natal... E por aí vai!

Além destas, eles ainda trabalharão as orações em Latim com o pai, memorizando o Adeste Fidelis. 

Enfim, dei mais prioridade ao nosso convívio e a uma maior preparação espiritual para o tão esperado dia.

Espero que ajude!

Fiquem com Deus e um bom Advento para todos nós!

Waleska Montenegro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Meu Menino Sanguíneo




É bem verdade que cada filho vem com a tarefa de nos aperfeiçoar em determinada área, nos fazendo melhores a cada dia. Por aqui isso não é diferente, mas hoje eu quero falar de um deles em particular, porque ele diariamente testa todos os nossos limites.

Sempre que escrevo sobre ele, recebo um monte de mensagens de outras mães com filhos também sanguíneos. E se por um lado me escrevem relatando as infinitas frustrações que experimentam por falharem com eles nesse constante testar de limites, por outro são unânimes em descrever a sensibilidade e o coração destes anjos.

Gabriel é 200% sanguíneo, se é que me entendem... Inquieto, hiperativo, esquecido, distraído, cheio de tiques e manias, fala muito, alto e rápido, bate em tudo e derruba quase tudo também, é inconveniente, resistente, teimoso, preguiçoso, reclamão ao menor sinal de desconforto, finge necessidades quando senta para estudar... Enfim, sempre que eu sento para ler sobre crianças sanguíneas em algum livro sobre temperamentos, ele se encaixa em todas as descrições.

Já li alguns livros sobre o assunto e sigo procurando alternativas de melhor convívio para direcioná-lo nestas suas características que tanto exigem de mim e que, se não forem corrigidas ou controladas, poderão lhe trazer alguns inconvenientes, alguns problemas...

Trago Gabriel sempre na rédea curta, bastante atenta às pessoas que o cercam e sempre de olho nas suas características que tendem a vícios. Já percebi que ele funciona na base do empurrão, mas se por um lado estou sempre fazendo-o dar um passo, no outro preciso compensar a mão para não estimular-lhe a sua já característica preguiça. Nosso convívio é como tentar equilibrar os pratos de uma balança, sempre dosando para nem frustrar pelas exigências acima de suas capacidades nem deixá-lo trabalhando justamente em sua zoninha de conforto, porque se assim for, ele cria raízes nela.

É uma vitória a cada dia! Uma vitória onde eu, além de ter que guiá-lo neste processo, preciso aprender também a conviver com todas as limitações do meu temperamento 200% colérica. Hoje eu tenho certo que a "vitória" sobre Gabriel virá quando eu conseguir primeiro me vencer, me dominar, ser justamente o espelho que ele necessita. A  calma que não tinha, mas que continuo perseguindo com ousadia, hoje já dá sinais de existência no convívio pacífico com alguns comportamentos dele que antes tanto me irritavam. Hoje eu o compreendo não apenas movida pelo amor, mas também pelo conhecimento, sabendo que muitas vezes fui injusta com ele achando que estava me faltando com respeito quando, na verdade, estava apenas sendo ele.

Gabriel é meu anjo, é minha luz... E hoje eu sei claramente o que ele veio trazer à minha vida, o que Deus quer mudar em mim através deste menino de coração tão generoso, sensível e BOM. Gabriel é esse turbilhão que nos testa todos os limites e que nos coloca no eixo com suas declarações e colocações tão profundas e verdadeiras. Ele é lindo por fora, perfeito em seus traços, mas seu coração é o que ele tem de mais belo.

Sanguíneos são assim: esse constante bate e assopra! E eu sigo aqui, apanhando quase todo santo dia, mas cada dia mais consciente de que eu sou a sua melhor bússola, por mais imperfeita e limitada que eu seja... Somos assim, perfeitos um para o outro até mesmo nas nossas imperfeições (ou justamente por elas).

Waleska Montenegro.



quinta-feira, 12 de julho de 2018

Socialização.



Dos inúmeros espantos que as pessoas demonstram quando digo que nossos filhos estudam em casa, a socialização está em primeiro lugar. Não parece estranho que, ao falar em estudar, as pessoas só se preocupem com a parte “social” do processo? NUNCA, e nunca é uma freqüência beeem considerável, ninguém perguntou: E eles aprendem? E eles já estão alfabetizados?

A falácia da socialização cai por terra quando estou com eles em algum lugar e eles se destacam pela desenvoltura e pelo comportamento ABSOLUTAMENTE igual ao de outras crianças. O problema da socialização não está em retirar as crianças (ou nunca colocá-las) em escolas, é muito mais profundo e vem sendo trabalhado tão sutilmente que as pessoas entram no jogo sem sequer saber das regras, lembrando, também, que estas regras mudam de acordo com quem as dita.

Assim, quando uma mãe que tem apenas um filho, que mora em apartamento, que deixa a criança o dia inteiro em frente a uma TV, que compra a coleção completa de "O Diário de Um Banana" vem com essa lorota para cima de mim, não tem como ser sutil e compreensiva não, tem que dar a ela um choque de realidade mesmo, porque ouso afirmar que 99% dos problemas de "socialização" das crianças é facilmente resolvido com um irmão, e não é "irmão de quatro patas" não, viu?

Mas a coisa foi tão bem feita que hoje em dia é impensável ter mais de dois filhos "porque eu quero dar o que eu não tive e um pouco mais", e aí, realmente, não tem como segurar a onda não... Porque para sustentar escola, inglês, kumon, judô, balé, natação, formatura de ABC nível Dubai, mochilinha anual do personagem da Disney preferido e os infinitos modismos consumistas que cobram 100 reais por uma boneca de 5cm e 300 em um tênis de neon, pais e mães apenas trabalham, transferindo suas rendas em favor deste capricho que acreditam ser o melhor para seus filhos.

A catástrofe resultante deste modelo já é vista há algumas gerações, só não acorda quem não quer! Mas é muito mais simples seguir os padrões e repetir o discurso! O problema é que a conta, quando vem, é rateada para todo mundo, mas sobretudo para esta criança, que cresce tendo TUDO em abundância exceto seus pais... 

Waleska Montenegro.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lar.




Das muitas coisas na vida pelas quais devemos nos esforçar, transformar nossa casa em um lar deveria estar na nossa lista de prioridades. Eu demorei um pouco a perceber isto, mas das inúmeras salvações que nossos filhos já operaram em mim, libertar-me do egoísmo está entre elas.

Ao libertar-me do egoísmo e imbuir-me deste amor imenso, nada além de uma vida ao lado deles faria sentido, ainda que repleta de dores e sacrifícios. Os sacrifícios do dia a dia passam a ter outra cor e outro sabor quando experimentamos a graça de Deus. Só mesmo Ele é capaz de nos fazer livres de tantos grilhões, mas parece que Ele usa os filhos como os portadores das chaves, o que ameniza muito a dor de todo este processo.

Eu olho para nossa casa hoje e percebo que ela não é apenas uma construção: ela é um templo sagrado, onde trabalho diária e constantemente pela nossa família. É aqui onde celebramos o amor e o perdão diariamente, onde experimentamos a providência de Deus a nos sustentar... Aqui, construímos altares para transmitir a eles a nossa fé por herança, um lugar que mistura o cheiro do café com o da vela ou do incenso queimando. Por aqui o processo veio na contramão, com a decisão de salvá-los até mesmo antes de nós. Mas, ao decidir salvá-los, estamos, dia a dia, salvando a nós mesmos...

Se você ainda não sabe por onde começar, taí um bom ponto de partida: comece transformando a sua casa em um LAR! 

Waleska Montenegro.

Sobre Desistir...



Um dos maiores obstáculos a vencer na Educação Domiciliar, a meu ver, é conseguir conviver quase diariamente com frustrações... É a criança que não está a fim de determinada atividade, ou a gente que acaba planejando algo que elas ainda não alcançam, ou já alcançaram e a tarefa ficou entediante...

Eu costumo ter sempre cartas na manga e não me intimido de mudar todo o planejamento do dia quando encontro qualquer destas resistências. E, acreditem, com o tempo a frustração passa a ser menos freqüente, a gente passa a planejar com mais precisão, a criatividade flui e encontramos boas freqüências para caminhar um tempo sem tanto cansaço.

Aos poucos eu me disciplino na ternura, em uma compreensão cada dia mais profunda de suas limitações, de seus jeitinhos únicos, ímpares de aprender. Hoje eu não consigo imaginar outra palavra melhor para definir isso tudo que não seja esta:  GRATIDÃO!

Eu cresço com eles dia a dia, experimentando este amor que me cura e me refaz, que me conduz por desertos mas, sobretudo, que me faz experimentar os mais deliciosos e tranqüilos oásis.
Sim, eu experimento o céu todos os dias! 

E, se em alguns dias eu penso em parar ou desistir, se em alguns dias as razões para desistir pesam mais, eu olho para aquela única que eu preciso para seguir: o amor!

E então sigo... 

Waleska Montenegro.

Sobre Conteúdos...


Há momentos em que parece difícil acreditar na possibilidade de apresentar determinados conteúdos para eles... É que praticamente fomos moldados com formas engessadas de que a criança não alcança determinada linguagem. Eu não canso de me impressionar com a facilidade de assimilação deles, sobretudo com a memorização de poesias e textos. É surpreendente! 

Por isso, eu tenho substituído TUDO que é possível substituir por conteúdos mais ricos, nas atividades mais básicas. Paramos o caderno do futuro e começamos a elaborar atividades com fábulas, poesias, versículos bíblicos... Textos que enriquecem inclusive a nós, cuja educação mais parece uma peneira de tão furada. 

Poderia ser mais simples? Poderia! Poderia ser menos trabalhoso? Poderia! Eu poderia simplesmente pegar um livro didático qualquer e seguir, mas estaria incorrendo no erro de trazer a escola para dentro da minha casa, limitando o horizonte de nossos filhos aos padrões ditados por um órgão incompetente, órgão este que JAMAIS definirá uma linha sequer do conteúdo que eu devo ministrar a eles. 

Seguimos por aqui em uma velocidade cada vez menor, mas cada dia mais produtiva. Não temos pretensões de formar gênios; temos o DEVER de formar Santos! 

Que Deus nos abençoe!

Waleska Montenegro 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Temperamentos

Eu não me acho preparada para ficar falando sobre temperamentos, mas posso, aqui, fazer um breve relato de como aprender um pouco sobre este assunto me ajudou no convívio com as crianças.
A primeira vez que escutei falar sobre temperamentos foi em uma aula do Rafael Falcon (As Crianças e o Trivium - link AQUI). Até então, temperamento, para mim, era sinônimo de humor, só que um pouco menos mutável.
Despertado o interesse, comecei a pesquisar sobre o assunto. Isso foi em 2014, logo que começamos a pensar em educação domiciliar. Comprei um livro da Editora Quadrante, Conheça Seu Filho, de Anna Maria Costa. Ali eu consegui saber bem por alto quais eram os tipos de temperamentos, alguns pontos fortes e fracos, mas permaneci completamente perdida, porém MUITO interessada no assunto.


Comprei, então, o livro Temperamento Controlado Pelo Espírito, de Tim Lahaye (Compre AQUI). Este livro me fez entender melhor sobre cada temperamento e me fez enxergar algumas características em cada pessoa daqui de casa. Meu desejo não era apenas "enquadrar" cada um, mas sobretudo trabalhar seus pontos fortes e fracos usando-os sempre a nosso favor. Esta peregrinação me fez conhecer e compreender meu temperamento, o que já ajudou MUITO na minha relação com as crianças. 



A questão do temperamento, mais do que me ajudar a compreender o dos nossos filhos, me fez entender o meu e, assim, tentar sabotar minhas fraquezas ao ponto de mantê-las controladas. Depois de ler estes dois livros, ainda havia (e óbvio que ainda há) lacunas que eu não compreendia e, tão pouco, sabia como preencher. Foi quando eu assisti uma aula do Dr. Ítalo Marsili do curso Afetividade e Harmonia Familiar (Link para o Curso AQUI) que, ouso dizer, foi um marco para o entendimento dos temperamentos das crianças, sobretudo o de Sophia, cujo traço melancólico eu ignorava.

Prossegui o meu estudo com um PDF do Rev. Conrado Hock que alguém me enviou no Instagram. Com uma linguagem bastante simples, este PDF agregou mais algumas informações importantes para que eu me conhecesse e conhecesse melhor os meus. Consegui encontrar o PDF gratuito na internet, por isso disponibilizei ele no meu Google Drive (AQUI). 

Mais do que fazer um estudo comparado com os diversos livros que li, o meu estudo busca tão somente o conhecimento necessário para meu crescimento e para que eu possa me servir inclusive de minhas fraquezas neste processo. Eu olho para o temperamento como uma herança irrenunciável e, portanto, algo que preciso conhecer e tentar manter sob controle. Se para mim este caminho é por demais difícil, que dirá para as crianças, que contam com o tempero da imaturidade para dificultar ainda mais o processo.

Na seqüência de leituras, veio Como Desenvolver o Temperamento de Seus Filhos. Neste livro encontrei descrições tão precisas que por vezes pensei que a autora estivesse falando ora de mim, ora de nossos filhos. Foi um livro muito difícil de encontrar (consegui no Mercado Livre), mas que valeu cada centavo de tempo e dinheiro investidos. Um dos pontos positivos deste livro, para mim, foram as descrições dos temperamentos mistos. Embora tenhamos um temperamento predominante, o conhecimento deste secundário pode ser a chave para "Abrir as portas da Esperança". Aqui, com Sophia, isso foi FUNDAMENTAL e, desde então, lido com muito mais jogo de cintura com as suas "crises".



Em Temperamentos Transformados (Compre AQUI), Tim Lahaye nos apresenta quatro personagens bíblicos como exemplo para a mudança possível e desejada. Nos alimenta da esperança de que "Deus não está tão interessado em mudar circunstâncias, como em transformar pessoas". Este livro me fez acreditar que muito mais do que apenas manter meu temperamento sob controle, Deus pode mudá-lo, lembrando sempre que "esta mudança não depende do conhecimento dos quatro temperamentos, mas da plenitude do Espírito". 




Ainda tenho outras obras para ler por aqui, mas por enquanto dei uma breve pausa para suprir lacunas mais urgentes. Com o conhecimento que este breve estudo me trouxe, pude observar uma mudança considerável em mim e na minha forma de conduzi-los no nosso cotidiano. A simples forma de falar já pode ser um ponto gatilho e, ao identificá-lo, evito os incêndios ao invés de correr para apagá-los. 

Compreender o lado melancólico de Sophia me trouxe uma paciência nunca experimentada, ainda que em determinados momentos de conflitos eu praticamente esqueça das orientações e acabe tendo que trabalhar de maneira corretiva e não preventiva. Com Gabriel, aprendi a ceder sem achar que estou sendo fraca, dividindo com ele as escolhas, fazendo com que a sua resistência à cooperação, assim, diminua um pouco. Já Beatriz, ainda segue sem um enquadramento específico, ainda que eu já tenha minhas suspeitas.

A verdade é que tão - ou mais - importante que o conhecimento do temperamento deles, conhecer o meu próprio foi fundamental no nosso caminho da Educação Domiciliar. Porque nada é mais eficiente que o exemplo. O caminho a percorrer ainda é tão grande que eu sequer vislumbro o final, se é que ele existe. Mas eu já consigo colher alguns frutos e visualizar alguns avanços no nosso dia a dia. Se antes o remorso e o arrependimento eram meus companheiros quase inseparáveis por conta de meus rompantes coléricos, hoje eu já sobrevivo vários dias sem experimentá-los. Agradeço eu, agradecem eles e agradece também a nossa família que, embora MUITO distante do desejável, segue buscando melhorar a cada dia.

Que Deus siga nos transformando para que possamos, através do Seu agir em nós, encontrar a Paz que excede todo o entendimento. 

Fiquem com Deus!

Waleska Montenegro.




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nós e a Educação Domiciliar

Algumas pessoas constantemente me pedem para escrever sobre a nossa decisão pela Educação Domiciliar. Eu, sinceramente, acho que já escrevi sobre isto no Instagram, mas como eu não vou ficar procurando em 4.081 publicações, resolvi fazer uma postagem aqui no Blog mais completa e mais atual.

Há uns quatro anos eu achava que Homeschooling só existisse nos Estados Unidos. JAMAIS pensei em praticar isso com nossos filhos, muito pelo contrário, sonhava com o dia em que os levaria pela primeira vez para a escola, imaginava a festa do ABC... Mas o que era um sonho foi virando um incômodo, o incômodo virou uma preocupação, a preocupação se transformou em medo e o medo foi a mola propulsora para a coragem.

Sempre foi consenso que tardaríamos o máximo a ida dos nossos filhos para a escola. É importante destacar aqui que essa postergação só foi possível por que Deus colocou dois anjos em nossas vidas que cuidavam deles enquanto nós trabalhávamos. Para quem não sabe, moramos longe de nossos familiares então ou arranjávamos alguém para cuidar deles ou eles teriam que ir para algum berçário. Esta última opção, inicialmente, me causou pânico, pois, aos 4 meses, quando encontramos uma pessoa para ficar com Sophia, eu a descartei com dois dias e fiquei sem chão. Mas Deus providenciou tudo de maneira perfeita e logo em seguida encontramos nosso primeiro anjo: Luíza.

Quando Sophia estava com 1 ano e 5 meses nasceu Gabriel. Quando ele estava com 3 meses, Deus nos enviou Verinha, nosso segundo anjo. Com a equipe pronta, tudo estava perfeitamente desenhado para que eles só fossem para a escola aos seis.

Quando Gabriel estava com 3 meses nós nos mudamos. Saímos do Recife para uma região com condomínios horizontais. Saímos de uma gaiola para uma casa com quintal e essa mudança já causou um impacto bem positivo em nossas vidas.

As crianças brincavam no jardim, tomavam banho de sol, comiam frutas tiradas do pé... Mas como tudo tem dois lados, eu comecei a sofrer com a distância ( 35 km para o meu trabalho) e o cansaço e a saudade começaram a pesar no meu dia a dia...

Então eu engravidei de Beatriz... Até então nada de Homeschooling, nada de atividades formais com as crianças. Eu os estimulava apenas com as brincadeiras, com leituras sem tanta freqüência, com jogos de encaixe, ensinando cores, letras, formas... 

Quando Beatriz nasceu, Sophia estava com quatro anos recém completados e Gabriel prestes a fazer três. O prazo dos seis anos aproximava-se e a minha inquietação começou a ficar maior.

Certo dia, quando conversava com meu esposo sobre possíveis escolas - com o meu coração apertado -, ele falou sobre a possibilidade de nós alfabetizarmos eles em casa. O Professor Olavo havia mencionado o curso do Professor Carlos Nadalim e ele se interessou. Conversamos, compramos o curso e enquanto eu estava de licença maternidade, fui fazendo e começando a aplicar com as crianças.

À medida que eu avançava no curso, recuava na decisão de matriculá-los em uma escola. Certo dia, o Professor Carlos Nadalim mencionou um curso on line ministrado pela Camila Abadie. Em seguida, ela criou um sobre Homeschooling, que eu também fiz. Através da Camila, encontramos o Rafael Falcon, que nos apresentou o Francisco Escorsim... Enfim, uma coisa foi levando à outra e, certo dia, já próximo do meu retorno ao trabalho, meu esposo decide optar pelo Home Office e assumir a empreitada com eles. 

Meu retorno ao trabalho foi difícil. A esta altura eu já estava cogitando pedir uma licença sem vencimentos para ficar em casa com as crianças. Pedi muito a Deus que me ajudasse a conseguir ficar em Home Office também e uns seis meses após o meu retorno, Ele atendeu as minhas preces.

Comigo em casa tudo mudou... O meu astral mudou, as crianças mudaram, a nossa rotina mudou!

Aos poucos fomos nos adaptando e construindo a nossa rotina de estudos, mas ouso dizer que a Conferência que ocorreu no Rio em 2016 foi um marco em nossa decisão pois foi justamente depois dela que escolhemos seguir pelos caminhos da Educação Clássica.

Hoje, quase dois anos depois da nossa decisão, percebo quão certa e transformadora ela foi... Não, não foi fácil decidir, tão pouco o é permanecer, mas o caminho é extremamente gratificante e, sobretudo, santificador.

Quando começamos, eu sequer sabia COMO começar, para onde ir, o que fazer... E foi difícil encontrar material, acho que por isso tento divulgar o máximo que posso de nossa caminhada. Mas posso dizer, hoje com uma certa propriedade, que o COMO vem, que a direção aparece e que a capacidade surge, por que como diz um velho ditado: "Deus não chama os capacitados, Ele capacita os escolhidos!"

É assim que eu olho para esse meu chamado: como uma missão! Uma missão nobre, povoada de renúncias, uma missão que deu significado à minha existência, que remodelou minha vida e meu coração a tal ponto... Que hoje eu sou capaz de desistir de TUDO, menos dela!

Fiquem com Deus!









terça-feira, 16 de maio de 2017

Educação Clássica - Os Lusíadas.

Sempre que coloco alguma atividade do livro Os Lusíadas que fizemos com as crianças, aparecem pessoas interessadas em saber como utilizar este livro com crianças tão pequenas.
A princípio, nem eu mesma acreditava ser possível utiliza-lo com as crianças, mas aos poucos elas mesmas foram me provando não apenas a possibilidade, mas sobretudo o interesse. Tudo é apenas uma questão de abordagem, material e profundidades.
De início não sabíamos que linha iríamos seguir quando optamos pela Educação Domiciliar. Eu já tinha feito o curso de Homeschooling da Camila Abadie e estava assistindo o do Rafael Falcón de Educação Literária da Criança, mas não havíamos consolidado ainda este caminho e, tão pouco, qual clássico iriamos utilizar.
Quando houve a Conferência no Rio, o Rafael Falcón deu uma palestra sobre Educação Clássica e esta palestra sim foi o lacre de cera quente. deixo aqui o link (https://www.youtube.com/watch?v=LjJlus8oC9M&t=2s). Após esta palestra, concretizamos nossa decisão pelo Homeschooling e pelo caminho da Educação Clássica.
A escolha do livro foi particularmente idéia do meu esposo, por ser um clássico e por ser de língua portuguesa, o que implica não termos que lidar com eventuais erros de tradução.
Ele, então comprou várias edições, livros com comentários e notas e fechamos a escolha pelo da Editora Porto, com organização de Emanuel Paulo Ramos. Cada uma das crianças tem seu próprio livro e TUDO que preparamos tem por base esta edição.



Ano passado o foco foi a questão da alfabetização deles, utilizando as orientações do curso do Professor Carlos Nadalim. No começo deste ano, fizemos o planejamento já incluindo as atividades de Educação Clássica. Meu esposo fez um esquema de estudo da obra, dividindo-a em níveis e, com base neste esquema é que traçamos o estudo deles, elaboramos as tarefas, avançamos na leitura.
Para este ano, a idéia era esgotar a Estância I do Canto I, mas as crianças receberam e evoluíram tão bem que já ampliamos o conteúdo até a Estância III. Com base na leitura, abrimos para as outras disciplinas e, até o momento, estudamos Pontos Cardeais, Localização de Portugal no Continente da Europa e deste no Mundo, onde está e o que é a Taprobana, a lenda do gigante Adamastor e onde ele vivia, Linha do Equador, Trópicos, Meridiano de Greenwich, Oceanos, Autor da Obra, onde nasceu, quem é o herói, do que trata a obra, memorização da Estância I (Ambos já decoraram), II (Gabriel em leitura e Sophia já decorada) e III (Gabriel ainda em leitura e Sophia já decorada), separação de sílabas utilizando palavras das Estâncias em questão como inspiração para as regras (aqui introduzimos também a Escala Cuisenaire para auxílio - veja fotos), caligrafia e cópia, entre outras coisas.
Contagem de letras e sílabas com utilização da Escala Cuisenaire 

Caligrafia
Ainda para este ano, introduzimos o estudo dos Algarismos Romanos, para que eles aprendam a ler as Linhas do Tempo elaboradas para condensar os estudos. Até o momento, temos 4 impressas e algumas já prontas para impressão. A idéia é utilizar estas linhas para situá-los no tempo e para que aprendem um pouco de cada assunto da época, como, por exemplo, quem era contemporâneo de quem na pintura e na musica.









Alguns livros foram adquiridos especialmente pensando na nossa linha e em tornar a aula mais interessante para eles, como enciclopédias sobre armas e embarcações, um atlas entre outros.






Para uma melhor, mais rápida e mais eficiente memorização, eu imprimi as três instâncias em um papel de gramatura maior, passei papel contato e separei por palavras e por sílabas possibilitando diversas alternativas para o estudo da Estância em questão. 







Algumas pessoas me perguntaram como foi que fizemos para despertar neles o interesse. Eu digo uma coisa: para eles isso é natural, é o que nós apresentamos como alternativa de estudo. Lógico que ninguém vai colocar crianças desta idade para simplesmente ler, nós também nos esforçamos para tornar as aulas interessantes, com materiais que eles possam manipular, com aulas puramente de consulta aos livros, vendo as imagens, conhecendo as embarcações, pintando, colando adesivos (atividade que eles adoram), enfim, fazendo o possível para mantê-los interessados.

A atividade era colorir cada continente de uma cor e marcar Portugal e a Taprobana.

Pintura da Rosa dos Ventos com identificação dos Pontos Cardeais.


Identificando os Continentes, a Linha do Equador, o Meridiano de Greenwich, entre outras coisas.

Enfim, é isso...
Seguimos aqui aprendendo tanto (ou até mais) que eles. Espero que este post ajude e ilumine você que, como eu estive um dia, ainda não sabe bem como começar.
Que Deus nos abençoe!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Filhos, Livros e Transformações.

Eu sempre tive muito latente em mim o desejo de ser mãe, mas este acabou se realizando um pouco tarde e, infelizmente, isso me trouxe alguns arrependimentos.

Quando engravidei de Sophia eu tinha 33 anos e o desejo de ter uma prole de quatro. Foi uma gestação completamente normal, com enjôos até o terceiro mês, sono, fome... Enfim, tudo dentro do padrão. Inicialmente, considerando que moramos longe de nossas famílias, a idéia era contratar uma enfermeira para nos ajudar nos primeiros meses, mas Deus já estava trabalhando silenciosamente em mim e eu sequer percebia.

A idéia da enfermeira foi descartada antes mesmo de Sophia nascer, prevalecendo apenas a de que teríamos uma pessoa para nos ajudar com as coisas da casa e, quando eu voltasse a trabalhar, que ficasse com Sophia.

Como sou Servidora Pública, programei minhas férias apenas para quando ela nascesse, ficando mais de 6 meses em dedicação exclusiva à nossa primogênita que chegou arrebatando meu coração. O retorno ao trabalho foi difícil, inicialmente consegui ficar dois meses em meio período o que garantiu a ela esta mesma prorrogação na amamentação. Seu desmame foi natural, por escolha dela própria. Eu seguia trabalhando, vindo almoçar em casa para matar as saudades que sentia dela e estar presente em sua vida pelo menos da melhor forma que poderia àquela época. Ainda morávamos em Recife e, a esta altura, já estava grávida de Gabriel.

Sophia teve exatos 17 meses e 11 dias como filha única. No dia 12/01/2012, nasceu Gabriel e, com ela, uma sobrevivente. Nós nem imaginávamos o que estava por vir...

Gabriel nasceu, assim como Sophia, através de uma cesárea. Um parto super tranqüilo, com 39 semanas completas. Nasceu com 3 voltas no pescoço e um nó completo no cordão umbilical, presenteando a Pediatra com uma xixada assim que ela o retirou da minha barriga. Fiquei dois dias no hospital quase morrendo de tanta saudade de Sophia. Nós nunca havíamos nos separado antes.

Os primeiros meses de Gabriel foram MUITO sofridos. ele possuía algum desconforto gástrico que o impedia de dormir, chorava 24h por dia, mamava de maneira sofrida, não aceitava ninguém exceto eu. Hoje, depois de alguns livros que li, percebo que o que ele tinha é o que alguns pediatras chamam de exterogestação. Descobri isso quando já estava grávida de Beatriz, ao ver um vídeo e ler uns livros do Pediatra Harvey Karp. Para ele, os três primeiros meses do bebê podem ser considerados como o quarto trimestre da gestação. Pode parecer meio doido, mas depois do que vivemos com Gabriel fez TODO sentido para mim.

Quando Gabriel tinha pouco mais de dois meses nos mudamos para uma região mais afastada do Recife. Nos mudamos para uma casa, com jardim, em um condomínio com muita árvore, chão batido, passarinhos... Acho que foi a partir daí que Deus intensificou o Seu trabalhar em mim, pois muito do que antes fazia sentido se perdeu e eu comecei a atravessar o meu deserto e passar por minhas metamorfoses.

A questão de morar há 35 km do seu trabalho em uma cidade como Recife pode significar horas perdidas em um trânsito caótico e enlouquecedor. E logo o peso desta dupla jornada começou a pesar em mim não só fisicamente, mas sobretudo no meu emocional que já não suportava as separações diárias. Para quem desconhecia o que era saudade, posso dizer que Deus soube direitinho como me apresentar seu significado.

Mas foi com a gestação e com o nascimento de Beatriz que o ciclo se fechou...

Das três, foi sem dúvida a mais difícil. Não apenas pelo aspecto físico do cansaço por ter que dar conta de outros dois, mas por que desenvolvi uma tal de Síndrome das Pernas Inquietas que me impediu de dormir à partir do sexto mês. Eu não sabia, mas Deus já estava me preparando, me transformando, me fazendo rezar nas madrugadas solitárias onde todos dormiam e eu perambulava pela casa. Como eu só dormia quando o cansaço era maior que a agonia, e nem vou tentar descrever o que sentia pois é indefinível, eu comecei a ler bastante. A esta época, já estávamos cogitando a Educação Domiciliar e eu mergulhei fundo neste universo.

A questão é que este tipo de educação te encaminha para um estilo de vida bem diferente do padrão atual, mas que era muito próximo do que já vivíamos, considerando que nossos filhos, até então, nunca tinham ido para a escola ( e assim permanece até hoje, graças a Deus).

Inevitavelmente, você acaba encontrando algumas pessoas, encontra alguns Blogs, descobre livros, entra em crise de identidade, se descobre, verdadeiramente se converte e, então, a realidade de suas escolhas aponta na sua frente como um outdoor em neon. E nem sempre a descoberta da verdade pode reverter as conseqüências de anos de escolhas erradas, ainda que estas não tenham sido, diretamente, culpa sua.

Eu percebo, hoje de maneira cristalina, como nós, mulheres, somos achatadas pelo peso de um movimento que, de maneira sutil, destruiu nossa própria natureza. E agora, depois de sei lá quantos caracteres, vou ilustrar este post com um livro que foi fundamental no meu processo de transformação, por que, acreditem, eu tinha TUDO para ser uma destas loucas de sovaco cabeludo...


Este livro me fez ver como podemos trabalhar e defender uma causa sem sequer concordar com ela, mais, sendo inclusive contra tudo o que esta causa defende. A clareza com que este livro expõe a realidade me fez perceber, refletir e reavaliar MUITAS de minhas atitudes, sinalizando, enfim, a minha direção. E era uma direção que apontava para trás... Era um retorno, e eu comecei a caminhar sem medo de pisar no cacos dos meus próprios cristais, aqueles que eu fui quebrando um a um, aqueles que, durante anos e anos, eu colecionei.

Depois de ler O Outro Lado do Feminismo, eu mergulhei neste maravilhoso livro:


Este livro me apresentou o que sempre sonhei para mim mas que me roubaram. E eu sinalizei a Deus esta minha vontade, que crescia como cresce uma úlcera quando você não consegue encontrar uma solução para um problema. Era maio de 2016 e eu estava em casa, ainda gozando da licença maternidade de Beatriz que se prolongaria por mais alguns meses que eu juntei de férias acumuladas. Com o processo de mudança interior veio, junto, a verdadeira conversão. E o desejo de fazer TUDO o que Deus assim deseja de mim, embora a gente muitas vezes a gente não saiba o que é ou não se julgue capaz. Depois de devorar De Volta ao Lar, parti para O Amor Que Dá Vida e compreendi, então, o que é vocação e qual é a verdadeira vontade de Deus para nossas vidas.



Eu sigo, hoje, ainda sofrendo as conseqüências de descobrir este caminho de volta tão tarde, mas sigo crendo que Deus é quem sabe de TUDO, já que nenhuma folha cai de uma árvore sem que Ele tenha ciência disto. Eu não sei o que nos reserva o amanhã, mas hoje eu verdadeiramente rezo para Ele dizendo: Cumpra em mim o Teu querer, ainda que este não coincida com o meu.

Considerando que foram nossos filhos que me conduziram a este retorno, não poderia deixar de citar aqui, também, estes dois livros que foram, então, o selo de cola quente no meu processo de conversão e na nossa decisão de educar nossos filhos em casa. É impossível passar incólume a estes livros! É impossível experimentá-los sem que haja uma verdadeira transformação, exceto se seu compromisso não for com a verdade.



Ele me inspirou a escrever isto hoje, talvez seja para alguém em especial, mas a verdade é que, NADA é mais inspirador e transformador do que um testemunho. Este é o meu... Ou o início dele!

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Sugestões de Livros

Ontem fiz um vídeo no Instagram mostrando alguns dos livros que já li para Beatriz, mas a coisa fluiu tão legal que eu acabei entrando em alguns outros com temática Religiosa. Resolvi, então, fazer este Post pois acho que ele poderá ajudar algumas mães que procuram livros com valores ou, ainda, livros com temática Bíblica para iniciar com os pequeninos. Alguns destes livros eu já citei aqui no Blog ou no Instagram, mas resolvi fazer este post mais atualizado.
Um dos primeiro livros que eu li para os meninos foi este da Companhia das Letrinhas. Um livro com ilustrações bem infantis e bonitas e com histórias que despertam o interesse deles.


Na linha das virtudes, mas também com algumas histórias Biblicas, temos os de W. J. Bennett. Eu diria que é uma "trilogia" indispensável para pais virtuosos que desejem inspirar nos corações dos pequenos valores importantíssimos para os dias de hoje.





 Do mesmo autor, vale a pena adquirir o box do Livro das Virtudes, com previsão de lançamento para 21 de abril. Para quem interessar, segue o link da amazon (https://www.amazon.com.br/O-Livro-das-Virtudes). Temos aqui os antigos, à venda só em sebos.



Ainda nesta linha de virtudes, a Editora Nova Fronteira lançou O Tesouro das Virtudes, três volumes organizados por Ana Maria Machado. Estes também só estão disponíveis em sebos. Eu encontrei os nossos na Livraria Vozes, aqui em Recife, mas foi realmente um verdadeiro achado. 




Aproveitando que estamos na Quaresma, deixo aqui a coleção da Astral Cultural. A nossa eu encontrei em uma banca de Revistas aqui em Recife e é de 2014. O nome da coleção é Guia de Histórias da Bíblia, composta de seis volumes. No site da Editora eu já vi que alguns volumes da coleção estão, inclusive, em promoção, com 50% de desconto (http://loja.editoraastral.com.br/).



Para leituras curtas e diárias, há no mercado várias opções. Já falei em outro post sobre o Dia a Dia com os Anjinhos, um livro com ilustrações LINDAS e com textos curtos para cada dia do ano. Nesta mesma linha, temos também A Bíblia Em Uma Histórias Para Cada Dia do Ano, dois livros que leio diariamente para eles antes de dormir. 




Outra coleção que me encantou ao primeiro olhar foi esta da Editora Bicho Esperto. São sete volumes mas eu só consegui até agora cinco. Os livros possuem ilustrações de temática religiosa com figuras infantis lindas. Com letras grandes, facilita a leitura por eles que estão nesta fase de leitura em voz alta individual. Separei estes também para nossa Quaresma. Além destes abaixo, completam a coleção o Salmo 34 e o Salmo 23. 







Quando estava fazendo o Calendário do Advento, comprei alguns livros novos para ler com eles, alguns que descobri através do Blog da Luciana Lachance (As Chamas do Lar Católico). Um deles, em particular, virou meu xodó: A História de Jesus. O Livro é da Editora Rosari, onde você pode adquiri-lo, mas eu, em particular, consegui encontrar o meu (NOVO) na Estante Virtual com frete mais em conta. Aqui está um link com algumas opções: https://www.estantevirtual.com.br/b/andrea-skevington/a-historia-de-jesus/808786319. Deixo também o da Editora, para comparações: http://rosari.com.br/




Por fim, temos as Bíblias. Tenho aqui algumas versões, como A Bíblia Para Crianças em Rimas, acho que uma das primeiras que li para eles. Esta, inclusive, eles próprios já leram em voz alta em nossas aulinhas. Pouco texto e bem ilustrada. No momento, estão lendo em voz alta a Minha Primeira Bíblia apresentada pelo Padre Reginaldo Manzotti. Esta já tem mais texto e a letra é menor, mas possui muitas ilustrações, todas elas belíssimas. Temos, ainda, uma que eu encontrei em um sebo lá em João Pessoa, da Editora Raboni. Chama-se A Bíblia Infantil, e eu comprei muito mais pelas ilustrações do que pelo texto propriamente dito, que por sinal eu ainda nem li. Achei as imagens tão delicadas e o preço tão bom que comprei e vou ler para Beatriz em breve.




Pode parecer difícil imaginar que as crianças se interessarão por Histórias da Bíblia, mas posso dizer, por experiência própria, que hoje em dia elas adoram e já reconhecem, inclusive, algumas delas pelas ilustrações. Eu comecei lendo Histórias da Arca de Noé, de Jonas e a Baleia, Daniel na Cova dos Leões... Hoje eles escutam qualquer uma com bastante atenção, participam, se interessam, discutem. Mas não foi um processo simples, fácil. No começo exigiu muito esforço e, sobretudo, muita paciência, já que nem sempre eles estavam ficavam quietos prestando atenção. No meu caso, acho que a perseverança foi realmente fundamental no processo. E posso afirmar, quanto mais cedo começar, mais simples será. Com Beatriz está sendo bem mais fácil!
Fiquem com Deus!